O Aborto Como Questão de Saúde Pública, Política, Social e Moral

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Por Fábio Valentim | 2 de fevereiro de 2010 às 13:22 | @ , , , , , , , ,


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No estado onde o padrão de comportamento social é ditado pelas instituições religiosas que está em constante conflito com com os padrões estabelecidos pela mídia, acabamos nos deparando em uma grande polêmica, onde gera um grande impasse a respeito do assunto: o aborto e as questões nelas envolvidas.

Não há como negar que na juventude, a sexualidade é extremamente ativa, e com isso, acaba sofrendo com as consenquências. Entre estas consenquências, está a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, famílias destruídas, sonhos destruídos, entre outras. Como uma forma de fugir destas consenquências muitos se recorrem ao aborto.

O aborto é sim, uma questão de saúde pública, quando mulheres arriscam suas vidas em clínicas clandestinas de aborto, para fugir do então "problema", bem como a ingestão de remédios abortivos, sem o acompanhamento médico, ignorando por completo, os efeitos colaterais. No Brasil, o aborto é legalizado em caso de estrupro ou se a gravidez trará risco de vida para a mulher. Qual é a moral envolvido nisso? Isso veremos mais a frente. Sem contar que há mães que abandonam seus filhos a própria sorte, o que causa sérios danos a sua saúde.

O aborto também é uma questão política, quando envole a saúde pública, clínicas clandestinas e o contrabando de remédios abortivos e o curvar-se às doutrinas religiosas, mesmo em um estado laico, por força da legislação. Isso também faz com que o aborto se torne um poblema social: a grande quantidade de gravidez indesejada acaba gerando problemas sociais como a sobrecarga de serviços públicos, a escassez de alimentos, a favelização, desemprego e violência. As consenquências, que além de infernizar a gestante, causam problemas para a sociedade.

A questão moral envolvido com o aborto, é que quem perde nisso tudo, é sempre o bebê, que poderia ter uma vida social boa e saudável, que tem a mesma interrompida antes mesmo do seu nascimento. Mas há uma questão muito importante a ser envolvida. Entre matar para poupar do sofrimento que irão sentir durante a vida. Ou então abandonar a própria sorte ao invés de fazer um aborto. Ou então enfrentar todas as tribulações e cuidar da criança para que seja um futuro cidadão de bem. São estas e outras questões que precisam ser muito bem pensadas se você acabou tendo uma gravidez indesejada. Há quem prefere entregar a família em adoção para outra família, para ficar em cuidados sob outras mãos.

Ter preconceito, discriminar ou até mesmo excluir as meninas que tiveram a gravidez indesejada, não irá solucionar o problema, pelo contrário, irá aumentar ainda mais o avalanche de problemas que ocorre. O que necessita é de um apoio moral e de um auxílio até que se caminhe com suas próprias pernas. Não haverá nenhum substiuto para um amor materno.

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1 comentário

Valentim, seu texto me pareceu um tanto controverso e confuso. Entretanto, você destacou alguns pontos importantes, só faltou estrutura no texto para facilitar o entendimento. Mesmo assim, parabéns por abordar o tema, que é um tanto polêmico.

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