Existe Ainda Trabalho Escravo no Brasil?

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Por Fábio Valentim | 15 de abril de 2012 às 17:31 | @ , ,


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Podemos ainda no século XXI, dizer que existe o trabalho escravo no Brasil?
Vamos agora tocar em um assunto delicado e até mesmo complexo no assunto: trabalho escravo. Sim, muitos podem afirmar sobre a Abolição da Escravatura, que ocorrera em 13 de maio de 1888, promulgado pela Princesa Isabel, acabando de uma vez por todas, a escravidão no Brasil. Então, como mais uma grande conquista, anos depois, durante o governo do Getúlio Vargas, foi instituído a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regulamentou a relação entre o patrão e o empregado, garantindo por vez, o mercado profissional. Mas ainda sim, podemos dizer que ainda existe trabalho escravo no Brasil, mesmo após a estas conquistas todas?

Sim, infelizmente existe a tal escravidão no Brasil, e ao contrário do que muitos pensam, não existe apenas no meio rural, como também em meios urbanos. Vemos não somente o trabalho escravo, como existe nos tempos de antigamente, onde os escravos eram vistos como propriedade, como donos de pessoas e tal. Mas também vemos trabalhos escravos, disfarçados de empregos formais, onde os trabalhadores são obrigados a pegar jornadas de trabalhos extremamente exaustivas, em troca de um salário de fome, que não dá nem pra comprar a metade necessária para uma cesta básica, ou seja só vai servir para muito mal para o lazer ou comprar uma roupa, e ainda ter que passar pelo assédio moral, para satisfazer os poderosos que lucram com isso. Sim, estamos falando de grandes empresas, com grande nome no mercado que lucram com o sofrimento das pessoas, onde as mesmas vivem em condições desumanas e fazem trabalhos forçados e são presos a um contrato.

Vemos famílias inteiras trabalhando, inclusive crianças e idosos, trabalhando de uma forma extenuante, em troca de uns pequenos trocados, às vezes, apenas a acomodação precária ou comida mal conservada. Ainda falando sobre isso, temos que relembrar que grandes marcas lucram e muito com o trabalho escravo, que vai desde redes de fast-food, modas e comércio varejistas, indústrias, e outros. Muitos podem afirmar ser uma experiência, mas o trabalho tem que resultar um retorno de investimento favorável para quem trabalha, independente da pessoa ter uma boa formação acadêmica ou não. Isso sem falar também do trabalho informal, que salvo sob raras exceções, dá margem a um trabalho análogo à escravidão. Com certeza, quando falamos em dedicação ao trabalho e aos projetos e assuntos da empresa, acabam muitos usando esse chavão como meio de manter os trabalhadores nessa situação.

Tudo isso é consequência do capitalismo selvagem, em que os poderosos querem apenas ganhar mais e mais, sem importar com a dignidade humana. Para os poderosos, tudo pode ser comprável, até mesmo vidas humanas. A exploração destas pessoas humildes, que não tiveram uma oportunidade de terem um emprego decente, seja por falta de uma boa formação acadêmica, ou por uma série de variáveis, faz com que os escravocratas do século XXI tenham lucros astronômicos. A escravidão, que antes era uma forma aceita e essencial para economia dos reinos antigos, agora virou o instrumento da ganância humana, que parece não ter fim.

Ainda nem toquei em falar no meio rural, o que nem pretendo me aprofundar nesse assunto, pois isso é noticiado com bastante frequência na mídia, nas redes sociais e na internet, em geral. Mas olhemos sim, também para todo o tipo de trabalho escravo, e até mesmo trabalho análogo à escravidão, pois os empregadores devem ter consciência de que não são donos das vidas dos empregados, eles são os fatores e recursos de investimentos para empresa, pois a empresa em si, não é feita de um homem só. Mas como digo várias vezes, tem muito empresário ainda com a mentalidade de Senhor do Engenho, e isso deve ser combatido com fervor. Aqui eu dou uma visão superficial sobre o trabalho escravo no mundo contemporâneo, que talvez eu possa aprofundar em breve, pois é um assunto que não cabe num único post. Mas fiz questão de relatar sobre isso e que não devemos ficar de braços cruzados, diante deste problema.

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