Redes Sociais, Jogos, Vícios e Depressão

É legal, é divertido, mas pode ser muito perigoso, se não soubermos controlar os nossos impulsos.
É legal, é divertido, mas pode ser muito perigoso, se não soubermos controlar os nossos impulsos.

Já está mais do que manjado em todos os meios de comunicação de que estamos vivendo a famosa era da informação, onde as mesmas informações tem um grau de importância muito grande em nossa sociedade. No meio disso tudo, entra a internet, jogos eletrônicos, redes sociais e bate papo. Portanto, essas ferramentas, a princípio muito maravilhosas e interessantes para o usuário comum, podem parecer uma grande armadilha, ou seja, um grande caminho sem volta em que acaba se criando uma série de ciclos viciosos. Essa preocupação já era observada desde os primórdios do Baú do Valentim, quando escrevi o artigo em 2006, quando o Orkut era uma grande moda na sociedade., e até estimulamos os encontros no passado e no presente. Da mesma forma, foi mostrado com maior clareza em outro artigo, de que estamos sob o domínio das máquinas, em que as relações virtuais andam prevalecendo sobre as relações face a face. E o resultado disso, é o que vemos as pessoas totalmente conectadas nas redes sociais e desconectadas no mundo real.

jogo_onlineIsso não é diferente em jogos, especialmente em jogos online. Além de ser bem atrativo e tentador, o jogador, para ter um grande respeito na comunidade de jogadores, ele chega gastar centenas e até milhares de reais em um jogo, para se manter no topo do ranking, passar de fase, ganhar mais poderes e ser imbatível no jogo. Mas ao observar a sua vida pessoal, é possível reparar que a mesma não tem vida, praticamente não tendo tempo nem para fazer necessidades básicas como comer, dormir e tomar banho e sua vida está totalmente centrada no jogo. A pessoa praticamente não consegue nem mesmo manter contato com seus familiares com quem convivem sob o mesmo teto, sejam de adolescentes com seus pais e irmãos ou adultos com seus conjugues e filhos, ou seja, completamente isolado em casa.

casal-vicio-celularEm muitos países, especialmente em países desenvolvidos, existe uma grande preocupação das pessoas que se isolam dentro de suas casas. No Japão, especificamente, este termo é conhecido como os hikikomoris, que significa literalmente “isolados em casa”, que são jovens que vivem totalmente reclusos, concentrados em seus jogos e redes sociais, contribuindo para o desenvolvimento da depressão e até mesmo outros transtornos como síndrome do pânico. Tanto jogos, quanto redes sociais, mostram que o mundo que os mesmos oferecem, não passam de uma ilusão. Em redes sociais, por exemplo, temos uma ideia ilusória de que as pessoas são sempre muito felizes, que podem viajar quando quiserem, sempre fazem festas, participam sempre de eventos sociais, tem uma vida social agitada, causando inveja e por fim, a depressão, ou seja. Sempre vemos fotos de pessoas felizes e com vida social badalada, enquanto a gente não tem nada disso. No final de tudo, acabamos entrando em depressão. O mesmo ocorrem em jogos, em que fingimos sermos badalados e respeitados, quando nem somos capazes nem e levantar da cadeira para comer uma coisa. No fim, acabamos entrando em uma rede de pessoas solitárias.

avatar_virtualContudo, esse grande problema, que é uma questão de saúde pública, em meio à geração que acorda com fluoxetina e dorme com rivotril, não devemos ignorar e fechar as portas, nem mesmo fazer ataques preconceituosos para a pessoa que sofre desse problema, mesmo que ela seja mesma a causadora deste mal que ela sofre. Lembremos que devemos estar sempre dispostos a ajudar a quem necessita de ajuda, para vencer este problema,  pois isso é princípio de caridade. Ainda mais hoje em que as redes sociais podem ser levadas conosco, pois não se restringe a PCs e desktops fixos, como também para aparelhos celulares, impedindo que possamos aproveitar o momento nosso a casa dia. A nossa vida não pode se resumir apenas a redes sociais e a jogos, nem mesmo a lazer. É preciso olhar o que está ao nosso redor, não somente às telas que estão na nossa frente. A família, em muitas pessoas, é a grande razão e a chave da busca pelo seu sentido da vida, pela felicidade, que nos impede de nos entregar ao suicídio, achando que somos solitários, achando com a ilusão de que ninguém gosta da pessoa, quando nem ela mesma se gosta.

A cura da depressão pode estar muitas vezes em nós mesmos, quando decidimos parar de renunciar nossas vidas em função de redes sociais, levantar de onde estamos e passarmos a aproveitar a vida que existe lá fora, a família e nossos entes queridos que estão ao nosso redor. Creio que muitos acabam se entregando, por não conseguirem mais suportar os problemas que existem em sua vida real, por terem autoestima baixa e até mesmo por sofrerem da depressão. Não é ruim acessar redes sociais ou jogar jogos on line. É preciso acima de tudo, ter controle e moderação no que faz, para não ter consequências graves.


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Analista de Sistemas e Escritor

Uma pessoa que está sempre disposta a acreditar nos sonhos, no amor e na felicidade até as últimas consequências. Sou proprietário e editor-chefe do Baú do Valentim.

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