Disse Jesus no Evangelho: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei"(Mateus 18, 20). Mas o que significa estar reunido em nome de Cristo? Será que se reunir em nome de Cristo, seria estar em um templo todo domingo, como obrigação, para realizar diversas cerimônias, ritos e falar palavras bonitas, ou pra nos reunir para aprendermos a viver na verdade do amor, e transmitir o amor para o mundo? Pode parecer um grande dilema na vida religiosa, mas o que mais vemos, no entanto, são pessoas que usam a religião para obter status, ou está lá por obrigação, acreditando que estando na igreja irá ter salvação, um paraíso ou simplesmente ser respeitado. Vemos as igrejas sendo um verdadeiros antros de hipocrisia, onde muitos tentam mostrar quem é mais santo que outros, para no fim, viver a vida, o extremamente oposto do que vivem.
Logo dizemos que Deus não está nas igrejas, ele não vive num lugar onde as pessoas querem fazer exibição de caráter. Deus está sim, no coração de cada pessoa que pratica caridade sincera, que ama verdadeiramente, amando ao próximo, como a si mesmo. Deus está no coração de pessoas sinceras, independentemente da pessoa fazer parte de uma igreja ou não. Obviamente, as pessoas sinceras em Deus, que frequentam igrejas são bastante perseguidas pela maioria esmagadora de hipócritas, que querem simplesmente exercerem os cargos de coordenadores, líderes e afins, ou para mostrar que são pessoas importantes e especiais dentro de uma comunidade. É como se fossem sementes sufocadas pelos espinhos, como dito na Parábola do Semeador (Marcos 4, 1-20).
Posso dizer que os santos, onde Deus está sempre com eles, vivem na verdade fora dos domínios fora da religião, tendo de suportar a "exclusão social" da sociedade eclesial hipócrita, da ditadura do politicamente correto, onde as pessoas passam a vida se oprimindo em nome de uma doutrina e de uma fé que verdadeiramente não é sua. A verdadeira fé, vem de dentro de cada um de nós, e não de terceiros, como todas as religiões pregam. O Reino dos Céus está dentro de nós, dentro de nossos corações, onde podemos levar este Reino para onde nós formos, seja em casa, no trabalho na faculdade, no supermercado, entre outros. Deus estará sempre presente entre as pessoas que falarem em seu nome, mas não necessariamente em uma igreja, um templo, uma religião maculada pelas perseguições implacáveis contra os "infiéis" e pela deturpação da fé, usando como comércio. A verdadeira fé e a verdadeira religião, é fundada sobre corações e almas livres, que não vivem sob o jugo de nenhuma opressão, pois a própria igreja se faz opressora e mostra uma imagem de Deus Opressor.
De nada adianta sair de uma igreja e ir pra outra, se não está disposto a viver na sinceridade do amor, se está disposto a servir no amor e em amor, indo até as suas últimas consequências. De nada adianta abrir uma igreja se não usa a fé para ajudar a quem precisa, se em nada contribuir para a evolução da humanidade. De nada adianta pertencer a uma igreja, se é apenas uma fachada. Deus não está nas igrejas, não nos altares ou em ritos e cultos. Deus está na bondade das pessoas, pois somos a sua imagem e semelhança. Mais vale viver sem religião alguma, e ser religioso, a ponto de sempre estar disposto a ajudar o irmão, do que estar em uma igreja e tornar a desgraça alheia, num espetáculo. Ter a sua vida firmada em propósitos e tendo a certeza de que tem fortes convicções, nem ficar apoiando a sua vida em pessoas e instituições, é o grande passo para maturidade humana e ser feliz. Você não precisa de igreja nenhuma pra isso, pois ela não tem autoridade sobre a tua vida.
Não importa o motivo que levou a separação do casal. Pai é sempre pai, e mãe é sempre mãe.
Está cada vez mais comum os casais se separarem, como além existem o crescimento elevado de divórcios em todo mundos, muitos, por motivos cada vez mais corriqueiros, como tenho dito neste blog. Acabamos criando uma ideia de que o amor não é eterno e tem inclusive, um prazo de validade. Mas verdade seja dita, muitos casais, quando se separam, já tem filhos e a separação ocorre mesmo assim, sendo que os filhos sofrem muito com esse triste evento, já que os seus pais não se amam entre si, mas no entanto, ainda existem os chamados laços de sangue, mantendo-se ainda o conceito de família, que fora formado pelo casal separado.
O que importa para o casal separado, é que tenham a consciência de que estes laços familiares realmente existem, pois o que houve, foi separação entre esposos e não entre pais e filhos, pois esses laços são eternos. Claro que a separação prejudica um pouco o desenvolvimento de seus filhos, mas é importante que os pais estejam presentes. Mas não existe nada de mais grave que impedir de ver seus filhos, sejam direta ou indiretamente. Atualmente isso se configura como crime previsto por lei no Brasil, em que ninguém tem o direito de impedir que os pais estejam presentes na vida dos filhos, nem mesmo colocar os filhos contra os pais, o que vale para pais e parentes.
É preciso sim acabarmos com a mentalidade egoísta de que pai ou mãe, depois que se separam, que perdem o direito de verem os seus filhos, pois isso nada mais que é uma atitude egoísta e não leva ao lugar algum, pois isso só leva a conflitos e grandes prejuízos na área afetiva. Seja qual for o motivo, qual for a situação ou a condição, impedir de um pai ver seus filhos é um crime desumano. É preciso sim, pensar nas crianças que foram um dia geradas com amor, não sejam motivo de ódio, rancor e remorso, mas que continue sendo o motivo de alegria de viver das pessoas.
Antes de mais nada, vou colocando a letra da música na íntegra e também o vídeo para curtir e sentir o clima dela, para se sentir mais a vontade.
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber...
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer...
Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado, Êh!
Povo feliz!
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal...
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou...
Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado, Êh!
Povo feliz!
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar...
Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado, Êh!
Povo feliz!...
Vale lembrar que esta letra remete muito a obra de Aldous Huxley, o Admirável Mundo Novo, na qual eu já comentei aqui neste site. Mas por que chamamos de gado novo, ao invés de mundo novo? Pode ser um gesto criativo do compositor, mas podemos interpretar que não é um simples gesto criativo do compositor, pois existe uma verdade atrás da palavra "gado". Quem leu a obra de Huxley, pode ver claramente que as pessoas altamente civilizadas, na flor de 600 anos depois de Ford (provavelmente no ano de 2463 depois de Cristo, contados a partir da data de nascimento do Henry Ford), na verdade, vivem como gados. O gado, não tem pensamento, nem ideologia, nem mesmo o senso crítico. Ele apenas segue as ordens do peão, do fazendeiro, sem nenhum questionamento.
Mas sabemos muito bem que muitos acontecimentos citados neste livro já ocorre no nosso presente, como eu mesmo disse também neste blog. E isso podemos ver claramente, através de manipulações midiáticas, mensagens subliminares em meios de comunicação. O que mais vemos em nossa sociedade, são pessoas que são manipuladas o tempo todo por estes meios e que ninguém percebe isso. É como se todos estivessem adormecidos em pleno sonho, como se fosse o tal soma, dito frequentemente na história. Vemos pessoas que dão muito mais importância ao que acontece nos reality shows, sobre qual a cor da calcinha daquela modelo, ou se a tal jovem está do Canadá, ao invés de cobrar pelo que mais interessa, que é cobrar dos políticos, a melhoria pela saúde e educação pela melhoria dos hospitais públicos e também pela infra-estrutura. Chega a ser risível sermos um dos países mais ricos do mundo e ainda vermos tanta gente miserável que nem tem o que comer. E o pior de tudo: são marionetes da mídia e dos políticos corruptos que se aproveitam deles. É a famosa política do pão e do circo. Logo, o Zé Ramalho usou muito bem o termo gado, para designar os fatos na sociedade Huxeliana, digo, a nossa sociedade.
Na primeira estrofe, vemos com clareza a dificuldade do povo brasileiro, que dá muito mais que recebe. O povo que passa até 5 meses trabalhando, apenas pra pagar impostos. E estes impostos não são bem aplicados da maneira que devem ser aplicados. Geralmente são pagos pra pagar as mordomias dos parlamentares, juízes, ministros e outros cargos de primeiro escalão, para custear eventos, que pouco vão beneficiar a população. Enquanto isso, a população, especialmente os que dependem do bolsa-família [1], vivem na miséria e não são correspondidos da maneira que merecem ser correspondido. Logo, nesta mesma estrofe, vemos que é preciso ter coragem de sair das amarras da mídia, que nos controla e nos manipula, e vermos e denunciarmos a tal engrenagem que está enferrujado pela corrupção ativa e pela violência contra a população. Fala-se muito do estupro em reality shows, mas não se fala que o Estado estupra a população há anos, e ainda são poucos que demonstram coragem em enfrentar esse sujo sistema.
Na segunda estrofe (não o refrão), vemos claramente a manifestação da Ditadura do Politicamente Correto (a vigilância cuida do normal), em meio a um clima confortável e sereno que demonstra lá fora. Na verdade, este tempo confortável é uma mera ilusão, pois ignoramos o que ocorre por debaixo do tapete, atrás dos móveis. Estamos em uma mansão suntuosa e vistosa cheia de ratos e outras pragas. Os automóveis ouvem a notícia e os homens a publicam no jornal, o que seria na verdade, a manipulação midiática mais uma vez presente nesta música, especialmente nesta estrofe, onde as pessoas dão muita importância ao que a mídia mostra. Mas isso pouco acrescenta para população, que se preocupa mais em saber a cor da calcinha da modelo ou se um participante de um reality show sofreu estupro, enquanto vemos pessoas sendo jogados no chão dos corredores dos hospitais, como bichos. Então correm através das madrugadas, quando as pessoas estão em coma, adormecidas pelo controle da mídia. É muito fácil e mais atraente a notícia de degradação humana. Histórias de desastres e fatalidades são muito mais atraentes que histórias de coragem e superação. A respeito da velhice, citada na música, é que ela sempre diz a mesma coisa, que é violência e escândalos, o que não é nenhuma novidade nos noticiários, ou seja o que sobra, ou seja, o que pode beneficiar toda a massa, é apenas uma sobra.
Na terceira estrofe, vemos a esperança. Parecia que o Zé Ramalho previa os movimentos saídos a partir das redes sociais, o ativismo de sofá, que querendo ou não está mudando o mundo, bem como a ação de grupo de hackers ativistas, que lutam pelo mundo melhor. Vemos que as pessoas estão abrindo seus olhos, fugindo da ignorância, ainda que vivem perto dela. Os ignorantes, isso mesmo, aqueles bonecos manipulados, pela mídia, que ficam atacando as pessoas que se livraram das garras da mídia e denunciam incessantemente a corrupção, mostrando que não vivemos no país das maravilhas. Vemos esses guerreiros que sonham com a vida melhor, abrindo as mentes das pessoas, de ver o mundo acabar. Mas que mundo? O mundo de 2012? Não. O mundo sujo e corrupto que o povo está cansado de viver, para um mundo mais justo e iluminado. Mas observemos que estes guerreiros estão presos, presos em uma sociedade hipócrita, em que são julgados por cada palavra dita, cada frase postada, pelos agentes do politicamente correto. Logo, eles vivem em uma prisão sem muros da sociedade do vigiar e punir.
Daí vem a figura da arca de Noé e do dirigível, que não podem voar e nem flutuar. Seria uma perda de esperança do autor? Não exatamente. Os guerreiros, no entanto, não podem lutar sozinhos. Eles precisam ser muitos, para podermos derrubar quem as oprime. A esperança está muito além do que podemos crer e entender. É o que podemos demonstrar o quanto vale a fé no nosso futuro. Por fim, o emblemático refrão, onde vemos o povo marcado, mas feliz. Mas é uma felicidade falsa, pois todos estão sendo consumidos pelo soma, sendo manipulados o tempo todo pela mídia. Vemos pessoas, que preferem admirar a desgraça alheia e a degradação do seu próximo, ao invés de fazer o seu próximo crescer.
[1] Não sou contra o bolsa-família, pelo contrário, eu apoio bastante, pois o mesmo foi o fator importante para o crescimento do país, durante o governo Lula, embora possa ser interpretado também como um voto de cabresto. Mas sobre o que disse no texto sobre o assunto, continuo mantendo a mesma opinião hoje e que não mudei a respeito disso.
Por
Fábio Valentim
|
4 de fevereiro de 2012
às
18:34
| @
Poesia
Eis a mais bela das dançarinas das noites encantadoras
que me faz suspirar sob cada brilho do luar
Seus movimentos me animam e me paralisam
e enchem de água todo o meu paladar
Fazendo de cada momento, lembrança duradoura
Chama dançarina, que me faz dançar
Sobre o ninho de amor, me faz uivar
Em todas as noites, quero me entregar
me fazendo gozar, por completa felicidade
Juntos, nós dançaremos, com gosto total
Sua dança estonteante me provoca incêndios
Um incêndio de sensações e provocações
Me dá arrepios em todos os momentos
me deixando na total loucura e excitação
Por todos os dias, contigo quero dançar
Danças promiscuamente sobre o meu corpo
Depois eu danço me compenetrando em ti
Assim, extraio de ti, toda a tua seiva
E com meu néctar, gozaremos do grande paladar
E assim dançamos até a próxima alvorada
Do calor de nossa dança te amarei pra sempre
No calor de nossa dança, me entrego a ti
Sob o calor de nossa dança, nós somos um
É o momento do paraíso entrar em nossa mente
Para que o nosso amor seja sempre ardente.