O Dilema Universitário

No texto que fala sobre a segunda meta do Novo Milênio, foi ressaltado que é grande a exigência do mercado de trabalho e é muito pequeno, a quantidade de pessoas que atendem a estas enormes exigências. Também foi ressaltado que por causa destas exigências do mercado de trabalho, o Ensino Médio perdeu o seu valor, se tornando em um simples rito de passagem para poder apenas ter o acesso a uma universidade. Em consequencia disso, o diploma universitário e os títulos de bacharel, engenheiro, entre outros, perderam também o seu valor e os graduados passam a fazer tarefas que antigamente, eram destinadas para quem apenas concluiu o Ensino Médio.


No entanto, foi visto que o mercado de trabalho mudou muito, ao contrário do ensino em geral. É muito comum em muitos cursos universitários ver alunos que são obrigados a aprender coisas, que certamente jamais serão utilizadas no mercado de trabalho. E quando chega ao mercado de trabalho, ele terá de aprender coisas que nunca foram ensinadas em nenhuma universidade. Concordo que a vida é um constante aprendizado, mas para quem passou quatro ou cinco anos aproximadamente, batalhando pelo status social, pelo diploma e pelo emprego que dê um poder aquisitivo maior, chega a ser revoltante e triste, pois é como se tudo foi aprendido na universidade não tivesse nenhum valor e é grande o risco de ser desvalorizado profissionalmente. Então, a saída para muitos é participar dos muitos concursos públicos e outros empregos que prometem inúmeros benefícios, estabilidade e estilo de vida bastante satisfatório. 
Seria este, o tão fadado dilema universitário que assusta e amendronta muitas pessoas que estão dispostas a dar o melhor de si para uma vida melhor que por muitos anos têm sonhado?

É como se a cada dia de sua vida fosse uma loteria, e quem tiver sorte, com certeza conseguirá vencer na vida. Digo isto porque aparecem pessoas que nem terminaram o primeiro grau e já é dono de uma loja e vários imóveis, por exemplo, ou já tem um capital suficiente para manter uma boa vida. Como é também é possível as pessoas formadas apenas no Ensino Médio ou Fundamental competindo a mesma vaga de emprego para quem acabou de fazer o Mestrado. Como já é possível ver bacharéis, engenheiros, médicos e outros títulos universitários vendendo pipocas e cachorros-quentes nas ruas, junto com as pessoas que só tiveram o primário. Esta dura e cruel realidade não acontece por causa da crise global que assola a todos e sim, desde os meados da década de 70, quando o neoliberalismo e o capitalismo passou a ganhar ainda mais a cara no nosso dia-a-dia. O nível de competitividade tomou proporções tão imensas que o valor do ser humano são deixados em segundo plano.


Vale lembrar que quanto mais se tem estudo, maior se tem a chance de se vencer na vida. E além de se ter muito conhecimento e experiência, basta ter qualidades como a força de vontade de vencer cada desafio da vida, pois outras qualidades como dedicação, espírito de equipe e proatividade, você deve usar isso para o seu bem, pois infelizmente, muitos patrões se aproveitam deste discurso para poder assediar e explorar moralmente os trabalhadores. O mais importante de tudo é que nunca desista de seus sonhos, ainda que estas advesidades e as dúvidas venham a tona. Escrevi este artigo baseado na realidade brasileira. Não tenho certeza de que isto é muito comum acontecer em outros países. Mas pode ficar a vontade para comentar.

Veja mais:

Seguir Fábio Valentim:

Analista de Sistemas e Escritor

Uma pessoa que está sempre disposta a acreditar nos sonhos, no amor e na felicidade até as últimas consequências. Sou proprietário e editor-chefe do Baú do Valentim.

Últimos Posts de